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ISLAMISMO, ATUALMENTE A RELIGIÃO QUE MAIS CRESCE NO MUNDO
Introdução
Entre as grandes religiões, o islamismo é a que mais
cresce no mundo. Depois de 11 de setembro de 2001, a visão política dessa fé
e os grupos radicais estão sob constante observação.
O libanoshow.com mostra nações em vários continentes e explica em que medida
seu cenário político e sua sociedade podem ser vistos como islâmicos. (
Fonte: BBC Brasil )
Abaixo, uma pequena amostra do Islamismo no Mundo. Além deste países relacionados, existe muitos outros países onde a religião dominante é o Islã.

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Iraque
Irã
Arábia
Saudita
População: muçulmanos 95%, muçulmanos xiitas 5%
O islamismo e o Estado: A Arábia Saudita tem um papel central no mundo islâmico
porque é lá que ficam Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do
islamismo. O wahabismo, uma interpretação conservadora do islamismo sunita,
tem sido um dos pontos fundamentais para a legitimidade da Família Real. A Arábia
Saudita mantém uma interpretação altamente conservadora das leis islâmicas
(sharia). O reino é amplamente criticado por violações dos direitos humanos.
Militância islamista: Osama Bin Laden nasceu em uma proeminente família
saudita. Quinze dos 19 homens suspeitos de realizarem os atentados suicidas de
11 de setembro em Nova York e Washington eram sauditas. O reino enfrenta
atualmente uma série de ataques de militantes armados que se opõem à Família
Real saudita. As autoridades sauditas dizem que esses militantes estão ligados
à rede Al-Qaeda. O wahhabismo, da forma como é ensinado nas universidades da
Arábia Saudita e as mesquitas, dá sustentação ideológica para grupos
radicais islâmicos em todo o mundo. Descobriu-se que organizações
assistenciais religiosas sauditas, algumas ligadas ao governo, fornecem recursos
para grupos militantes islâmicos.
Líbano
População: muçulmanos
xiitas 41%, muçulmanos sunitas 27%, cristãos maronitas 16%, drusos 7%, ortodoxos
gregos 5% and católicos 3% (estimativas do Departamento de Estado americano)
O islamismo e o Estado: O Líbano tem um sistema de governo que reflete a
composição religiosa do país. O presidente do Líbano é sempre um maronita,
o primeiro-ministro é um muçulmano sunita, o presidente do Parlamento é
xiita, e o comandante do Exército é um maronita.
Militância islamista: O Líbano atrai a ira dos EUA ao se recusar a combater ou
a desarmar o Hezbollah. O governo dos EUA considera a organização um grupo
terrorista. O governo libanês alega que o Hezbollah é um movimento legítimo de
resistência e uma importante organização política.
Jordânia
Palestina
População:
Estima-se que 90% dos palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia são muçulmanos
ou drusos (uma seita que se separou do islamismo no séc. XI). Os restantes são
cristãos. A proporção de cristãos nos territórios diminuiu de cerca de 30%
da população total há dez anos. Acredita-se que muitos partiram por causa da
vida difícil nas áreas palestinas e pela crescente islamização do movimento
nacionalista palestino.
O islamismo e a sociedade: A sociedade palestina e o movimento nacionalista palestino
historicamente são seculares. Mas, com o crescimento do Hamas e do Jihad Islâmica
no final da década de 80 e anos 90, o pensamento e a política islâmicos se tornaram
cada vez mais dominantes.
Militantância islamista: Os grupos radicais islâmicos armados Hamas, Jihad Islâmico
e Brigada dos Mártires de Al-Aqsa lideram ataques contra israelenses nos territórios
ocupados e em território israelense. Desses grupos, o Hamas também oferece serviços
sociais aos palestinos, tornando-se uma estrutura alternativa para a Autoridade
Palestina.
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Egito
População: 94% muçulmanos (na maioria sunitas), 6% cristãos
cópticos e outros
O islamismo e o Estado: O Egito é onde fica a mesquita e universidade Al-Azhar,
uma das instituições mais importantes para os muçulmanos sunitas. O sistema judicial
é secular, mas as leis de família e de casamento são primordialmente baseadas
nas leis religiosas islâmicas (sharia). Grupos de defesa dos direitos civis
dizem que essa área da lei e costumes sociais tradicionais discriminam e
oprimem as mulheres e a minoria cóptica.
Militância islamista: Os principais grupos radicais do Egito são Gamaa Islamiya
e Jihad Islâmico. Ambos mantém uma trégua no país. Parte do Jihad Islâmico
tem atualmente estreitas ligações com a rede Al-Qaeda. Grupos de defesa dos direitos
humanos afirmam que o governo prendeu milhares de pessoas em sua campanha contra
grupos islâmicos ilegais. O grupo religioso mais popular no Egito, a Irmandade
Muçulmana, é ilegal como partido, embora suas atividades sejam toleradas na maior
parte do tempo porque ele não prega a violência.
Argélia
População: muçulmanos sunitas 99%, cristãos e judeus
1%
O islamismo e o Estado: Desde 1991, a vida e a política na Argélia têm sido dominadas
por uma luta entre o governo apoiado pelos militares e militantes islamistas.
Naquele ano, um partido islâmico estava na iminência de vencer as eleições
gerais e o pleito foi anulado. Com isso começou uma campanha sangrenta que
causou a morte de dezenas de milhares de pessoas.
Militantância islamista: O governo executa uma política de 'erradicação' dos
grupos islâmicos armados que querem continuar o conflito, enquanto busca anistiar
os que desejam se desarmar. O principal grupo islâmico armado, GIA,
praticamente se dispersou e alguns líderes islâmicos foram libertados da
cadeia. O Grupo Salafista para Oração e Combate, um grupo que, acredita-se, teria
ligações com a rede Al-Qaeda, ainda está na ativa.
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Indonésia
População: muçulmanos 88%, cristãos protestantes 5%,
católicos romanos 3%, hindus 2%, budistas 1%, outros 1%
O islamismo e o Estado: A Indonésia é a nação muçulmana mais populosa do mundo.
Mas tem uma constituição secular, e grupos moderados islâmicos opõem-se a pedidos
para a incorporação das leis islâmicas às leis do Estado.
Militância islamista: Vários grupos radicais islâmicos operam na Indonésia e
estão dispostos a usar de violência. Acredita-se que o mais conhecido desses
grupos, Jemaah Islamiah, tenha ligações com a rede Al-Qaeda. Ele foi
responsabilizado pelo atentado a bomba em Bali. Alguns dos grupos propõem um
Estado islâmico na Indonésia, enquanto outros fazem campanha para a imposição
de leis islâmicas (sharia).
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Chechênia
População: Maioria muçulmana, com uma minoria cristã
bem pequena. Não há estatísticas detalhadas disponíveis.
O islamismo e o Estado: A república russa da Chechênia foi destruída por anos
de guerra entre separatistas e forças do governo da Rússia. Desde a desintegração
da União Soviética, o islamismo sofreu um grande renascimento na região. Na
Chechênia, o islamismo se tornou a religião do Estado, quando as forças
russas forma expulsas temporariamente e elementos das leis islâmicas (sharia)
incorporaram as leis do Estado.
Militantância islamista: Os comandantes separatistas chechenos mais radicais dizem
que sua luta é um Jihad. Os rebeldes são financiados com recursos
estrangeiros, especialmente por organizações militantes islâmicas na Arábia
Saudita. Alguns dos líderes e combatentes rebeldes são de origem árabe. O
governo russo qualificou a luta contra os rebeldes como parte da 'guerra contra
o terrorismo' dos EUA, responsabilizando-os por atentados a bomba contra alvos civis
e pelo cerco a um teatro em Moscou em outubro de 2002.
Kosovo
População: Aproximadamente 92% são muçulmanos (88%
albaneses, 3% muçulmanos eslavos, 1% de origem turca), 6% sérvios ortodoxos,
2% ciganos. (Fonte: Missão das Nações Unidas em Kosovo).
O islamismo e o Estado: Durante e depois que a Organização do Tratado do Atlântico
Norte (Otan) assumiu o controle de Kosovo e a administração das Nações
Unidas começou em 1999, 360.000 não-albaneses deixaram a província e cerca de
200.000 albaneses voltaram ao país.
Turquia
OUTROS
Brasil
População: católicos romanos – 73%, cristãos evangélicos
– 15%, muçulmanos - Cerca de 27 milhões
(Fonte: IBGE, Censo de 2000)
Militância islamista: Apesar de alertas feitos por agentes da inteligência dos
EUA e de Israel, o governo brasileiro nunca admitiu a existência de células terroristas
na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Mas a área de
Foz do Iguaçu é um dos lugares de maior concentração de muçulmanos do país
e tem sido apontada, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados
Unidos, como um local de presença de militantes islâmicos. Segundo a revista
Veja, um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disse que
Osama Bin Laden teria visitado a área por três dias em 1995 para fazer palestras.
Khalid Shaikh Mohammed, o terceiro em comando da rede Al-Qaeda, que acabou preso
no Paquistão, também teria passado pelo Brasil. Agentes do Serviço de Inteligência
Argentina (Side), também descobriram que um grupo de agentes da rede de Bin
Laden, a Al-Qaeda, teria realizado reuniões na área na época, coletado
fundos, recebendo fugitivos e dando treinamento militar básico, como o preparo
de bombas caseiras. Em dezembro de 2002, o Departamento de Estado americano
anunciou que destinaria US$ 1 milhão para que Brasil, Argentina e Paraguai
adotem medidas antiterroristas na Tríplice Fronteira. Mas, nunca houve provas
que nesta região existe alguma célula de terroristas.
Estados Unidos
• O islamismo é uma das religiões que mais crescem
nos EUA. Até o ano 2010, a população muçulmana do país deverá superar a
população de judeus, fazendo com que o islamismo seja a segunda maior fé depois
do cristianismo.
• Existem atualmente cerca de 6 milhões de americanos muçulmanos.
• Há aproximadamente 2.000 mesquitas nos EUA. A maioria dos americanos muçulmanos,
77,6%, são imigrantes – 22,4% dos americanos muçulmanos nasceram nos EUA.
(Fonte: Departamento de Estado dos EUA)
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