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ISLAMISMO, ATUALMENTE A RELIGIÃO QUE MAIS CRESCE NO MUNDO


Introdução
Entre as grandes religiões, o islamismo é a que mais cresce no mundo. Depois de 11 de setembro de 2001, a visão política dessa fé e os grupos radicais estão sob constante observação.
O libanoshow.com mostra nações em vários continentes e explica em que medida seu cenário político e sua sociedade podem ser vistos como islâmicos. ( Fonte: BBC Brasil )

Abaixo, uma pequena amostra do Islamismo no Mundo. Além deste países relacionados, existe muitos outros países onde a religião dominante é o Islã.

Iraque
População: muçulmanos 97% (xiitas 60%-65%, sunitas 32%-37%), cristãos ou outros 3%

O islamismo e o Estado: Saddam Hussein governou o Iraque através do partido laico Baath. Expressão política islamista que não autorizada pelo Estado era severamente reprimida. No novo Iraque, a maioria da comunidade siita espera ter um papel significativo no governo do país.

Militância islamista: Os EUA alegam que o Ansar al-Islam, um grupo com base no norte do Iraque, tem ligações com a rede Al-Qaeda e ainda está ativo no Iraque. Alguns grupos xiitas indicaram que podem pegar em armas contra a ocupação dos EUA e da Grã-Bretanha. A coalizão de americanos e britânicos no Iraque afirma que o país se tornou um imã para militantes islâmicos que desejam atacar suas forças.

Irã
População: muçulmanos xiitas 89%, muçulmanos sunitas 10%, adeptos do zoroastrismo, judeus, cristãos e bahaístas 1%

O islamismo e o Estado: O Irã se tornou uma república islamista depois da revolução de 1979. Clérigos xiitas não-eleitos têm controle político máximo, embora o parlamento e o presidente sejam eleitos. Nos últimos anos, o Irã vem vivendo uma luta entre conservadores e reformistas em que os conservadores usaram seu controle sobre o judiciário para combater a oposição e restringir as medidas reformistas do presidente Khatami.

Militantância islamista: O Irã está na lista dos EUA de países que patrocinam o terrorismo porque tem ligações estreitas com a organização Hezbollah no Líbano.

Arábia Saudita
População: muçulmanos 95%, muçulmanos xiitas 5%

O islamismo e o Estado: A Arábia Saudita tem um papel central no mundo islâmico porque é lá que ficam Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islamismo. O wahabismo, uma interpretação conservadora do islamismo sunita, tem sido um dos pontos fundamentais para a legitimidade da Família Real. A Arábia Saudita mantém uma interpretação altamente conservadora das leis islâmicas (sharia). O reino é amplamente criticado por violações dos direitos humanos.

Militância islamista: Osama Bin Laden nasceu em uma proeminente família saudita. Quinze dos 19 homens suspeitos de realizarem os atentados suicidas de 11 de setembro em Nova York e Washington eram sauditas. O reino enfrenta atualmente uma série de ataques de militantes armados que se opõem à Família Real saudita. As autoridades sauditas dizem que esses militantes estão ligados à rede Al-Qaeda. O wahhabismo, da forma como é ensinado nas universidades da Arábia Saudita e as mesquitas, dá sustentação ideológica para grupos radicais islâmicos em todo o mundo. Descobriu-se que organizações assistenciais religiosas sauditas, algumas ligadas ao governo, fornecem recursos para grupos militantes islâmicos.

Líbano
População: muçulmanos xiitas 41%, muçulmanos sunitas 27%, cristãos maronitas 16%, drusos 7%, ortodoxos gregos 5% and católicos 3% (estimativas do Departamento de Estado americano)

O islamismo e o Estado: O Líbano tem um sistema de governo que reflete a composição religiosa do país. O presidente do Líbano é sempre um maronita, o primeiro-ministro é um muçulmano sunita, o presidente do Parlamento é xiita, e o comandante do Exército é um maronita.

Militância islamista: O Líbano atrai a ira dos EUA ao se recusar a combater ou a desarmar o Hezbollah. O governo dos EUA considera a organização um grupo terrorista. O governo libanês alega que o Hezbollah é um movimento legítimo de resistência e uma importante organização política.

Jordânia
População: muçulmanos sunitas 92%, cristãos 6% (na maioria ortodoxos gregos), outros 2% (várias comunidades muçulmanas xiitas e drusas)

O islamismo e o Estado: A Família Real da Jordânia, os hashemitas, governam o país desde a independência, em 1946, e sua legitimidade tem por base seu status de descendentes diretos do profeta Maomé. A Jordânia é uma sociedade conservadora, amplamente tribal. O rei Abdullah está tentando modernizar o governo e a sociedade, mas persistem constumes antigos como a morte para limpar a honra.

Militantância islamista: O Hamas tinha uma presença forte na Jordânia até o final da década de 90, causando grande atrito com Israel. O rei Abdullah fechou o quartel-general do Hamas na Jordânia e expulsou seus líderes. No final de 2002, um diplomata dos EUA foi morto por militantes islâmicos.

Palestina
População: Estima-se que 90% dos palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia são muçulmanos ou drusos (uma seita que se separou do islamismo no séc. XI). Os restantes são cristãos. A proporção de cristãos nos territórios diminuiu de cerca de 30% da população total há dez anos. Acredita-se que muitos partiram por causa da vida difícil nas áreas palestinas e pela crescente islamização do movimento nacionalista palestino.

O islamismo e a sociedade: A sociedade palestina e o movimento nacionalista palestino historicamente são seculares. Mas, com o crescimento do Hamas e do Jihad Islâmica no final da década de 80 e anos 90, o pensamento e a política islâmicos se tornaram cada vez mais dominantes.

Militantância islamista: Os grupos radicais islâmicos armados Hamas, Jihad Islâmico e Brigada dos Mártires de Al-Aqsa lideram ataques contra israelenses nos territórios ocupados e em território israelense. Desses grupos, o Hamas também oferece serviços sociais aos palestinos, tornando-se uma estrutura alternativa para a Autoridade Palestina.

Egito
População: 94% muçulmanos (na maioria sunitas), 6% cristãos cópticos e outros

O islamismo e o Estado: O Egito é onde fica a mesquita e universidade Al-Azhar, uma das instituições mais importantes para os muçulmanos sunitas. O sistema judicial é secular, mas as leis de família e de casamento são primordialmente baseadas nas leis religiosas islâmicas (sharia). Grupos de defesa dos direitos civis dizem que essa área da lei e costumes sociais tradicionais discriminam e oprimem as mulheres e a minoria cóptica.

Militância islamista: Os principais grupos radicais do Egito são Gamaa Islamiya e Jihad Islâmico. Ambos mantém uma trégua no país. Parte do Jihad Islâmico tem atualmente estreitas ligações com a rede Al-Qaeda. Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que o governo prendeu milhares de pessoas em sua campanha contra grupos islâmicos ilegais. O grupo religioso mais popular no Egito, a Irmandade Muçulmana, é ilegal como partido, embora suas atividades sejam toleradas na maior parte do tempo porque ele não prega a violência.

Argélia
População: muçulmanos sunitas 99%, cristãos e judeus 1%

O islamismo e o Estado: Desde 1991, a vida e a política na Argélia têm sido dominadas por uma luta entre o governo apoiado pelos militares e militantes islamistas. Naquele ano, um partido islâmico estava na iminência de vencer as eleições gerais e o pleito foi anulado. Com isso começou uma campanha sangrenta que causou a morte de dezenas de milhares de pessoas.

Militantância islamista: O governo executa uma política de 'erradicação' dos grupos islâmicos armados que querem continuar o conflito, enquanto busca anistiar os que desejam se desarmar. O principal grupo islâmico armado, GIA,
praticamente se dispersou e alguns líderes islâmicos foram libertados da cadeia. O Grupo Salafista para Oração e Combate, um grupo que, acredita-se, teria ligações com a rede Al-Qaeda, ainda está na ativa.

Indonésia
População: muçulmanos 88%, cristãos protestantes 5%, católicos romanos 3%, hindus 2%, budistas 1%, outros 1%

O islamismo e o Estado: A Indonésia é a nação muçulmana mais populosa do mundo. Mas tem uma constituição secular, e grupos moderados islâmicos opõem-se a pedidos para a incorporação das leis islâmicas às leis do Estado.

Militância islamista: Vários grupos radicais islâmicos operam na Indonésia e estão dispostos a usar de violência. Acredita-se que o mais conhecido desses grupos, Jemaah Islamiah, tenha ligações com a rede Al-Qaeda. Ele foi responsabilizado pelo atentado a bomba em Bali. Alguns dos grupos propõem um Estado islâmico na Indonésia, enquanto outros fazem campanha para a imposição de leis islâmicas (sharia).
 

Chechênia
População: Maioria muçulmana, com uma minoria cristã bem pequena. Não há estatísticas detalhadas disponíveis.

O islamismo e o Estado: A república russa da Chechênia foi destruída por anos de guerra entre separatistas e forças do governo da Rússia. Desde a desintegração da União Soviética, o islamismo sofreu um grande renascimento na região. Na Chechênia, o islamismo se tornou a religião do Estado, quando as forças russas forma expulsas temporariamente e elementos das leis islâmicas (sharia) incorporaram as leis do Estado.

Militantância islamista: Os comandantes separatistas chechenos mais radicais dizem que sua luta é um Jihad. Os rebeldes são financiados com recursos estrangeiros, especialmente por organizações militantes islâmicas na Arábia Saudita. Alguns dos líderes e combatentes rebeldes são de origem árabe. O governo russo qualificou a luta contra os rebeldes como parte da 'guerra contra o terrorismo' dos EUA, responsabilizando-os por atentados a bomba contra alvos civis e pelo cerco a um teatro em Moscou em outubro de 2002.

Kosovo
População: Aproximadamente 92% são muçulmanos (88% albaneses, 3% muçulmanos eslavos, 1% de origem turca), 6% sérvios ortodoxos, 2% ciganos. (Fonte: Missão das Nações Unidas em Kosovo).

O islamismo e o Estado: Durante e depois que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu o controle de Kosovo e a administração das Nações Unidas começou em 1999, 360.000 não-albaneses deixaram a província e cerca de 200.000 albaneses voltaram ao país.

Turquia
População: muçulmanos - 99,8% (a maioria, sunitas), outros - 0,2% (a maioria cristãos e judeus)

O islamismo e o Estado: Constitucionalmente, a Turquia é um Estado secular. As poderosas Forças Armadas são guardiãs dessa tradição. Os militares depuseram governos civis em 1960, 1971 e 1980. Durante esses períodos, eles mantiveram um papel dominante sobre as administrações civis. Mais recentemente, os militares turcos estiveram por trás da remoção do primeiro governo islamista do país, em 1997.

A Turquia é governada atualmente pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento, que tem raízes islamistas mas se apresenta como conservador, nos moldes dos partidos democrata-cristãos europeus. A contradição entre a constituição estritamente secular e a população muçulmana levou a algumas restrições à liberdade religiosa – entre elas, a proibição de que meninas usem lenços na cabeça nas escolas do governo.

OUTROS

Brasil
População: católicos romanos – 73%, cristãos evangélicos – 15%, muçulmanos - Cerca de 27 milhões
(Fonte: IBGE, Censo de 2000)

Militância islamista: Apesar de alertas feitos por agentes da inteligência dos EUA e de Israel, o governo brasileiro nunca admitiu a existência de células terroristas na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Mas a área de Foz do Iguaçu é um dos lugares de maior concentração de muçulmanos do país e tem sido apontada, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, como um local de presença de militantes islâmicos. Segundo a revista Veja, um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disse que Osama Bin Laden teria visitado a área por três dias em 1995 para fazer palestras. Khalid Shaikh Mohammed, o terceiro em comando da rede Al-Qaeda, que acabou preso no Paquistão, também teria passado pelo Brasil. Agentes do Serviço de Inteligência Argentina (Side), também descobriram que um grupo de agentes da rede de Bin Laden, a Al-Qaeda, teria realizado reuniões na área na época, coletado fundos, recebendo fugitivos e dando treinamento militar básico, como o preparo de bombas caseiras. Em dezembro de 2002, o Departamento de Estado americano anunciou que destinaria US$ 1 milhão para que Brasil, Argentina e Paraguai adotem medidas antiterroristas na Tríplice Fronteira. Mas, nunca houve provas que nesta região existe alguma célula de terroristas. 

 Estados Unidos
• O islamismo é uma das religiões que mais crescem nos EUA. Até o ano 2010, a população muçulmana do país deverá superar a população de judeus, fazendo com que o islamismo seja a segunda maior fé depois do cristianismo.
• Existem atualmente cerca de 6 milhões de americanos muçulmanos.
• Há aproximadamente 2.000 mesquitas nos EUA. A maioria dos americanos muçulmanos, 77,6%, são imigrantes – 22,4% dos americanos muçulmanos nasceram nos EUA.

(Fonte: Departamento de Estado dos EUA)

 



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