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A partir da destruição do
segundo templo em Jerusalém (70 a.C.), pelos romanos, o povo judeu deu início
à sua dispersão pelo mundo (A Diáspora), fruto da dominação e de
perseguições sofridas em seu território de origem. Desde então, os
israelitas mantiveram o objetivo nacional e messiânico do retorno à pátria.
Durante séculos, contudo, esse propósito tinha, exclusivamente, uma
dimensão religiosa, pouco ou nada sendo feito de concreto para realizá-lo.
No século XIX, quando explodiram na Europa Oriental os nacionalismos dos
povos então sob impérios multinacionais, como os Austro- Húngaros,
Russos e, parcialmente, o Turco-Otomanos, também o povo judeu começou a
formular, de maneira política, a criação de um moderno Estado Judeu.
Nascia o sionismo: nacionalismo judaico que prega a ação política para
recriar Israel em seu território original, a Palestina, então em mãos
turcas. Para o avanço das idéias sionistas, cuja origem é atribuída a
Theodor Hertzl, escritor judeu-húngaro que redigiu “O Estado Judeu”,
também contribuiu um crescente anti-semitismo que ganhou corpo no leste
europeu. O preconceito contra os judeus levava-os a aspirar por um país
próprio.
Na passagem dos séculos XIX e XX, o movimento sionista ganhou adeptos de
várias ramificações - socialistas, religiosos e outros - que visavam
levar colonos judeus para a Palestina, atraindo particularmente os jovens.
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