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| Home>Oriente Médio>Da Fonte à bomba de Combustível... |
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O processo de transportar e transformar petróleo
bruto em produtos como gasolina, óleo diesel e óleo para aquecimento é
longo e em alguns casos dura mais de dois meses.
1. O petróleo é extraído dos campos e levado por dutos a tanques de armazenagem e depois a navios. Carregar um navio com 2 milhões de barris pode levar vários dias. 2. Cheio de petróleo, o navio viaja para seu destino. 3. Descarregar um navio grande pode levar de quatro dias a duas semanas, dependendo do clima e do porto. No Golfo do México, por exemplo, o petróleo tem de ser passado para navios menores que transportam o combustível para armazens. 4. O petróleo tem de ser levado por dutos a refinarias e transformado em produtos como gasolina e óleo para aquecimento. Esses produtos então têm de ser transportados, primeiro por dutos e depois para sistemas menores, até chegar a caminhões que os levam a postos de combustíveis ou outros centros de distribuição ao público. O processo todo pode durar mais de dois meses. Responsável por 40% da produção e 60% das exportações mundiais de petróleo (ano 2000), a Opep utiliza o fornecimento e o preço do produto como uma arma de pressão especialmente no contexto dos países árabes. Na década de 1970, por exemplo, os países árabes da Opep decidiram boicotar o fornecimento de petróleo para os EUA e outros países que auxiliaram Israel na guerra árabe-israelense. Em conseqüência, os preços do petróleo quadruplicaram desencadeando uma recessão mundial. Complementando a unidade política que pretendem dar ao sistema de produção, os países-membros da Opep procuram desenvolver uma ação conjunta nos planos técnico e econômico, na intenção de diminuírem as influências das empresas estrangeiras em seus domínios. Os principais destaques asiáticos na produção de petróleo são: Arábia Saudita (1o do mundo) Rússia, Irã, China, Emirados Árabes, Indonésia, Kuweit e Iraque. Entretanto, são exportadores os países que não possuem grande demanda interna de consumo. A aridez caracteriza o espaço ocupado pelos países do Oriente Médio. Apesar disso, a agricultura e a pecuária ocupam extensas áreas e boa parte da população. Em meio ao deserto, há inúmeros oásis onde se pratica uma agricultura de subsistência e, na planície litorânea junto ao Mar Vermelho, pratica-se a policultura com destaque para cereais, tâmara e café. Todo o litoral da Península da Anatólia, na Turquia, tem produções mediterrâneas que atingem até a Síria, o Líbano, a Jordânia e Israel, onde se destacam os cítricos, as vinhas, os olivais, além do cultivo de algodão, trigo e tabaco, principalmente na Turquia. Na planície da Mesopotâmia, beneficiada pelos rios Tigre e Eufrates, encontra-se uma cultura de grãos irrigada, presente também no Irã, às margens do Golfo Pérsico e do Mar Cáspio e nas fronteiras com o Afeganistão. Aliás, em pleno deserto da Arábia também se consegue plantar, utilizando modernas técnicas de dessalinização e irrigação. Na verdade, a agricultura israelense é o maior destaque na região, pois enfrenta o problema da falta de água com tecnologia e organização agrária. Além dos kibutzim*, a produção se faz em propriedades individuais e nos moshavim - cooperativas de proprietários rurais onde cada família cultiva a sua parcela. Cerca de um terço da população do Oriente Médio dedica-se à criação extensiva de gado - são numerosos grupos nômades que se deslocam com rebanhos de ovelhas, cabras e camelos. Com exceção do setor petroquímico, que se destaca pela abundância de matéria-prima, de modo geral a indústria do Oriente Médio é pouco expressiva; ela depende, além do petróleo, de tecnologia avançada, que é controlada pelas grandes empresas transnacionais. Observe o mapa acima, para identificar os setores industriais que se desenvolvem nos principais núcleos urbanos da região: Ancara - Turquia, Damasco -Síria, Bagdá - Iraque, Teerã - Irã. Mas, sem dúvida, é Israel o país mais industrializado da Ásia Ocidental. O país possui importantes centros industriais em Haifa e Telaviv, onde se desenvolvem também equipamentos eletrônicos, aeronáuticos e armamentos. A maioria dos países do Oriente Médio tem maior desenvolvimento dos setores secundários e terciários, apresentando altos percentuais de urbanização. Entretanto, contrastando com esse dado, encontra-se, por exemplo, o Afeganistão - com a maior ruralização e uma das maiores taxas de analfabetismo na região. Analise os dados estatísticos para fazer uma idéia da qualidade de vida das populações no Oriente Médio. "Kibutz - Fazenda coletiva de Israel onde se pratica o regime de co-propriedade e cooperação mútua voluntária. Todas as atividades administrativas e produtivas são realizadas comunalmente. O kibutz fornece a seus habitantes alojamento, alimentação, berçários e educação elementar, de acordo com as necessidades de cada indivíduo. A educação fica a cargo da própria comunidade. Os primeiros kibutzim surgiram no início do século XX, originando-se dos ideais socialistas dos imigrantes sionistas russos. Muitos deles acabaram se tornando organizações econômicas fortes que incluem indústrias de transformação. (Fonte: Novo Dicionário de Economia. S. Paulo: Best Seller, 1994)" Fonte: Infoteca eAprender http://www.eaprender.com.br Autor(a): Osvaldo Piffer, Coleção Horizontes, Editora IBEP |
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