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Mais sobre o
turismo no Líbano
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Que tal enquanto navega pelo Líbano, você escutar uma canção do
cantor Wadih Safi -
Jayin
ya ahle ljabal jayin 
República do Líbano
(Al-Jumhuriya al-Lubnaniya).
CAPITAL: Beirute.
NACIONALIDADE: libanesa.
DATA NACIONAL: 22 de novembro (Independência).
GEOGRAFIA - Localização: oeste da Ásia. Hora local: +5h.
Área: 10.452 km2. Clima: mediterrâneo. Área
de floresta: mil km2 (1995). Cidades principais: Beirute
(1.100.000), Trípoli (240.000) (1991); Zahlah (45.000), Sayda (38.000),
Tyr (antiga Sur) (14 000) (1988).
POPULAÇÃO - 3,3 milhões (2000); composição: árabes
libaneses 80%, árabes sírios 17,5%, árabes palestinos 1,5%, curdos e
armênios 1% (1996). Idioma: árabe (oficial), francês, curdo,
armênio. Religião: islamismo 55,5% (xiitas 34%, sunitas 21,5%),
cristianismo 37,3% (católicos 25,1%, ortodoxos 11,7%, protestantes
0,5%), drusos 7,2% (1995). Densidade: 317,31 hab./km2.
População urbana: 89% (1998). Crescimento demográfico: 1,7%
ao ano (1995-2000). Fecundidade: 2,69 filhos por mulher
(1995-2000). Expectativa de vida M/F: 68/72 anos (1995-2000). Mortalidade
infantil: 29‰ (1995-2000). Analfabetismo: 13,9% (2000). IDH
(0-1): 0,735 (1998).
GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa:
6 governadorias. Chefe de Estado: presidente Emile
Lahoud (desde 1998).
Chefe de governo: primeiro-ministro Rafik Hariri
(desde 2000). Principais partidos: cristãos: Falangista,
Frente Libanesa, Nacional Liberal; muçulmanos: Socialista Nacionalista
Sírio, Socialista Progressista, Renascimento Árabe Socialista, Jihad
Islâmica e Hezbollah (fundamentalistas). Legislativo: unicameral
- Assembléia Nacional, com 128 membros (50% cristãos, 50% muçulmanos)
eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em
vigor: 1926.
ECONOMIA - Moeda: libra libanesa; cotação para US$ 1: 1.501
(jul./2000). PIB: US$ 17,3 bilhões (1998). PIB agropecuária:
12%; PIB indústria: 27%; PIB serviços: 61% (1998). Crescimento
do PIB: 7,7% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 3.560
(1998). Força de trabalho: 1 milhão (1998). Agricultura: frutas
cítricas, batata, tomate, tabaco. Pecuária: caprinos, ovinos,
bovinos, aves. Pesca: 3,9 mil t (1997). Mineração: linhito,
minério de ferro. Indústria: alimentícia, refino de petróleo,
têxtil, móveis, madeireira. Exportações: US$ 716 milhões
(1998). Importações: US$ 7,1 bilhões (1998). Parceiros
comerciais: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França, EUA,
Síria, Itália, Alemanha, Suíça, Kuweit.
DEFESA - Efetivo total: 55,1 mil (1998). Gastos: US$ 563
milhões (1998).
RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU. Embaixada:
Tel. (061) 443-9837, fax (061) 443-8574, e-mail:emblibano@uol.com.br
- Brasília, DF.
O PAÍS - Desde a
Antiguidade, quando abrigou a civilização fenícia, o Líbano faz a
ligação entre o Oriente e o Ocidente, em razão de sua localização,
na costa leste do mar Mediterrâneo. Vários outros povos ocuparam o
território e deixaram monumentos de grande valor arqueológico. O mais
importante deles é Baalbek, onde estão as maiores colunas romanas
conhecidas e um templo bem preservado, dedicado ao deus Baco. O sítio
localiza-se na fértil região do vale do Bekka, que concentra a produção
agrícola. As principais cidades do país, Beirute e Trípoli, ficam no
litoral.
A nação
foi devastada pela longa guerra civil (1975-1990) entre cristãos e muçulmanos
- cuja delicada convivência, no decorrer da história, evoluiu para um
confronto aberto com o início do conflito árabe-israelense e a chegada
de milhares de refugiados palestinos. Tropas de Israel,
que ocupam uma faixa de 20 km no sul do país a partir de 1982,
retiram-se em maio de 2000, depois do fracasso do confronto com a milícia
xiita Hezbollah. O Exército da Síria está presente no restante do
território. A reconstrução do país vem sendo feita lentamente com a
ajuda ocidental, destacando-se a capital, Beirute, que começa a retomar
o papel de importante centro turístico e financeiro no Oriente Médio .
O PIB cresce, em média, 7,7% ao ano entre 1990 e 1998, uma das maiores
taxas do mundo.
HISTÓRIA - O Líbano é o histórico berço dos fenícios, cuja
cultura floresceu por mais de 2 mil anos, a partir de 2700 a.C. Invadido
por muitos povos (hititas, egípcios e persas), o território é
conquistado por Alexandre, o Grande em 332 a.C., ficando sob domínio
grego até 63 a.C., quando se torna província romana. Em 395 passa a
fazer parte do Império Bizantino.
Os árabes
muçulmanos anexam a região entre 636 e 705. Apoiados no setor cristão
maronita da população, os cruzados tomam o país no final do século
XI, lá permanecendo até ser expulsos pelos mamelucos (muçulmanos), em
1291. Sob o comando de Selim I, o Império Turco-Otomano incorpora o Líbano
em 1516. Transformado em emirado sujeito ao domínio turco, conhece,
entre 1590 e 1633, novo período de apogeu sob o governo do grão-emir
Fakhr ad-Din II, que concede igualdade a cristãos maronitas e drusos
(muçulmanos). Sua crescente independência, porém, leva-o a um choque
com o poder otomano, no qual é derrotado e executado.
Controle francês - Durante o domínio turco, crescem os
conflitos entre drusos e cristãos maronitas. Em 1858, camponeses
maronitas são massacrados em rebelião contra o sistema feudal. A França
aumenta sua influência na região. Após a derrota dos turcos na I
Guerra Mundial, o Líbano fica sob mandato francês.
A
Constituição de 1926, patrocinada pela França, torna o país uma República
parlamentarista, estabelecendo-se que o presidente seria sempre um cristão
maronita e o primeiro-ministro, um muçulmano sunita. Durante a II
Guerra Mundial, em 1941, a França concede independência ao Líbano. A
autonomia plena para o novo Estado é permitida em 1944, mas as tropas
francesas só abandonam o país em 1947. Nos anos seguintes, o Líbano
recebe 170 mil refugiados palestinos depois da derrota dos Exércitos árabes,
entre os quais o libanês, na guerra de criação do Estado de Israel
(1948-1949).
Na década
de 50, a Guerra Fria entre EUA e União Soviética (URSS) reflete-se na
política interna libanesa e soma-se a antigas diferenças étnicas e
religiosas. Insurreições muçulmanas contra o presidente maronita
Camille Chamoun (pró-EUA) eclodem em 1958, com inspiração nos regimes
nacionalistas pró-soviéticos da Síria e do Egito. Tropas dos EUA
desembarcam no país e provocam imediato protesto soviético. A crise é
contornada com a substituição de Chamoun e a retirada norte-americana.
Guerra civil - Nova derrota árabe na Guerra dos Seis Dias para
Israel, em 1967, e o massacre dos palestinos na Jordânia durante o
Setembro Negro, em 1970, fazem aumentar para mais de 300 mil o número
de refugiados palestinos no Líbano. A Organização para a Libertação
da Palestina (OLP) estabelece seu quartel-general em Beirute e da
fronteira libanesa começa a atacar Israel.
A
presença da OLP rompe o frágil equilíbrio entre as forças políticas
no Líbano. Os palestinos são apoiados pelos setores de esquerda, por
muçulmanos e nacionalistas, e hostilizados pelos conservadores e pela
minoria cristã. Em abril de 1975, as tensões explodem numa guerra
civil que opõe uma coalizão druso-muçulmana (aliada dos palestinos) a
uma aliança maronita cristã de direita. O Exército libanês
fragmenta-se em facções rivais, e o governo praticamente deixa de
funcionar. Em 1976, diante da iminente vitória do bloco esquerdista, a
Síria invade o país, unindo-se inicialmente a Israel no apoio aos
cristãos. Durante o conflito, os sírios trocam de aliados várias
vezes e passam a dominar o território e as instituições libanesas. A
luta leva à desagregação da sociedade libanesa em milícias armadas e
enclaves étnico-religiosos.
Invasão israelense - Em junho de 1982, com o suporte das milícias
cristãs, Israel invade o Líbano e chega até Beirute com o propósito
declarado de aniquilar as forças palestinas. Após dois meses de
intensos bombardeios israelenses, negocia-se a saída da OLP de Beirute,
ocorrida no ano seguinte. Em 16 de setembro, com permissão israelense,
milícias cristãs libanesas invadem os campos de refugiados palestinos
de Sabra e Chatila, em Beirute, massacrando mais de mil civis, em
retaliação pelo assassinato, dois dias antes, do presidente cristão
Bachir Gemayel. Israel retira suas tropas para a "zona de segurança",
faixa de 20 km ao longo da fronteira sul do Líbano. Os israelenses também
formam o Exército do Sul do Líbano (ESL), composto principalmente por
cristãos.
Acordo de paz - Em 1985, sob patrocínio sírio, as três
principais facções militares libanesas - a milícia drusa, a Amal
(xiita) e a Falange (cristã) - assinam, em Damasco, um acordo de
cessar-fogo. O pacto é boicotado pelo Hezbollah (força xiita apoiada
pelo Irã), pela Murabitun (milícia muçulmana sunita) e por setores da
comunidade cristã. Em outubro de 1989, a Assembléia Nacional Libanesa,
reunida na Arábia Saudita, aprova o tratado de paz. Ele determina o
desarmamento das milícias e a participação no governo, em pé de
igualdade, de cristãos (Presidência), muçulmanos sunitas (chefia de
governo) e muçulmanos xiitas (presidência do Parlamento).
Hegemonia síria - O general cristão Michel Aoun rejeita o
acordo de At Ta'if e autoproclama-se presidente da República. Os
combates terminam em outubro de 1990, quando bombardeios sírios
destroem o quartel-general de Aoun e forçam-no a exilar-se na França.
A Síria consolida seu domínio sobre o Líbano, mantendo 35 mil
soldados no país. Todas as milícias são desarmadas, menos as que
atuam na região sul libanesa - sobretudo o Hezbollah, que continua a
combater as tropas israelenses com o respaldo sírio.
Em
1993, o mandato do presidente Elias Hrawi - eleito em 1989 - é
prorrogado diante da dificuldade de encontrar um candidato aceitável
para cristãos, muçulmanos e Síria. Hrawi prossegue no poder até
1998, dividindo o governo com o primeiro-ministro Rafik Hariri, nomeado
em 1992.
Conflito com Israel - A partir de 1995, multiplicam-se os
atentados do Hezbollah contra tropas israelenses e contra o norte de
Israel. Este responde com ataques aéreos e de artilharia que alcançam
maior intensidade em abril de 1996, durante a operação Vinhas da Ira.
Os bombardeios matam 170 civis, a maioria refugiados de um campo da ONU
em Qana.
Eleições - O Parlamento elege, em outubro de 1998, o novo
presidente do país, o comandante do Exército, Émile Lahoud. Com apoio
da Síria, uma reforma constitucional reforça os poderes do presidente.
A medida leva à demissão do premiê Hariri, substituído por Selim
el-Hoss em dezembro.
Fatos recentes - O gabinete israelense aprova por unanimidade a
retirada de suas tropas do sul do Líbano, em março de 2000, mesmo sem
um acordo de paz definitivo com a Síria. O Hezbollah intensifica seus
ataques nos meses seguintes. No dia 24 de maio, o último soldado
israelense deixa o Líbano. Temendo retaliações da milícia xiita,
cerca de seis mil integrantes do ESL e seus familiares também deixam a
região. Em festa, mais de 250 mil civis, acompanhados por guerrilheiros
do Hezbollah, ocupam o sul do país. Em 26 de maio, o líder da milícia,
sheik Hasan Nasrallah, garante que não haverá represálias contra a
população cristã. O governo libanês expulsa combatentes drusos,
comunistas e nacionalistas das aldeias de maioria cristã, para evitar
vinganças. O Líbano continua, porém, reivindicando uma área de 25 km²,
conhecida como fazendas de Shabaa, que Israel anexa desde 1967 junto ao
Monte Hermon, na fronteira com a Síria. Cerca de 1,2 mil ativistas do
Hezbollah e 900 israelenses, além de milhares de civis, morreram
durante mais de duas décadas de ocupação no sul do Líbano.
Partidos muçulmanos e não religiosos de oposição, apoiados pelo
ex-primeiro-ministro Rafik Hariri (principal promotor
da reconstrução do país após a guerra), saem vitoriosos nas eleições
parlamentares de setembro. O presidente Émile Lahoud, adversário de
Hariri, o convoca para chefiar o novo gabinete.
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